segunda-feira, 12 de maio de 2008

Open Innovation e o Cenário Brasileiro - Criação de Programas de Inovação

Elaboramos uma apresentação para discussão do "Open Innovation", que é o tema do nosso seminário no dia 16 de junho. Esta apresentação, visa apresentar os conceitos básicos de Open Innovation e dar uma visão geral do cenário brasileiro de inovação, através de dados atualizados. Nós proferimos esta palestra no PECE/USP no dia 7 de maio, sob patrocínio do curso de MBA de Gestão e Engenharia de Produtos, que é coordenado pelo Prof. Dr. Paulo Carlos Kaminski, da Engenharia Mecânica da Poli/USP.

Os slides de nossa apresentação podem ser vistos a seguir:



Nosso intuito com este material é iniciar a discussão sobre a aplicabilidade de modelos abertos de negócios na gestão de P&D de empresas brasileiras, para deixar o assunto "quente" para a vinda de Henry Chesbrough.

As inscrições para o seminário estão abertas e podem ser feitas no site http://www.openinnovationseminar.com.br/

7 comentários:

Bruno Rondani disse...

Sobre a palestra na Poli-USP, gostaria de deixar registrada algumas das boas perguntas feitas pelo bastante qualificado público:

1) Como aplicar o Open Innovation no país se as empresas ainda possuem pouca estrutura de P&D? Isso não seria um fator impeditivo?

2) Como trabalhar a parceria com as universidades se existe uma distância muito grande entre o que as empresas precisam e o que as universidades fazem de pesquisa (ainda que aplicada)?

3) Vale a pena inovar no país onde a proteção sobre a propriedade intelectual é ainda muito frágil? Nesse cenário de insegurança, como criar um mercado secundário de inovação via patentes no Brasil?

Alguém arrisca responder?

Bruno Rondani

Ana Flávia Ferro disse...

Excelentes questões!
Com relação à primeira pergunta, é importante deixar claro que Open Innovation não é sinônimo de "terceirização de P&D". Isso quer dizer que, para que uma empresa tenha condições de absorver o conhecimento que é gerado fora dela são necessárias competências mínimas internamente. Assim, uma empresa que não tenha uma estrutura de P&D mínima, com pessoal com a capacitação técnica adequada didicilmente conseguirá extrair valor do Open Innovation. Feita essa introdução e finalmente respondendo à questão, acredito que o fato de muitas empresas brasileiras não terem um setor de P&D estruturado pode sim ser um fator impeditivo para a implementação deste modelo no setor produtivo brasileiro.

Ana Flávia Ferro disse...

Com relação à segunda questão, tenho observado em minhas entrevistas com empresas brasileiras e européias que esta distãncia entre universidade e empresa não é exclusiva do Brasil. No entanto, não só essas empresas como tantas outras no mundo todo têm conseguido obter excelentes resultados junto a universidades. Acho que é uma questão de saber dosar a combinação entre o tipo de projeto, o perfil do parceiro, o prazo e o modelo de gestão. É nisso que venho trabalhando em minha tese e espero em breve apresentar uma proposta de como fazer isso no Brasil, contribuindo um pouco que seja para este desafio.

Ana Flávia Ferro disse...

Finalmente, respondendo à terceira questão, acredito que vale sim muito à pena inovar no Brasil. Em primeiro lugar, a patente pode ser depositada fora do Brasil, onde o processo é mais rápido e eficiente, o que já garante não total, mas um grande proteção à empresa. Isso é ainda mais válido para empresas que atuam no mercado internacional, número que vem crescendo bastante no país. Em segundo lugar, hoje há pessoas no INPI empenhadas em melhorar esta situação e acredito que em breve teremos bons resultados. Além disso, nada melhor que a crescente demanda por patentes para impulsionar o investimento no fortalecimento do INPI. Finalmente, há outros meios de se proteger o conhecimento, como segredo industrial e direitos autorais, os quais podem ser inclusive a melhor opção, dependendo do setor.

Cláudia Castelo Branco disse...

estou elaborando um post com a resposta da última pergunta.

Claudio Mazzola disse...

Talvez a última pergunta tenha sido mal colocada pelo público pois discordo que a proteção legal no Brasil seja fraca mas apenas lenta e pouco esclarecida.

Bruno Rondani disse...

Cláudio, não é a primeira vez que alguém coloca essa questão em debates sobre inovação no Brasil. Talvez a palavra "frágil" não expresse bem o problema, mas a crítica comum que tenho ouvido é que o sistema brasileiro ofereçe pouca proteção se comparado aos de paises mais desenvolvidos.

Há uma palestra no site da Endeavor de um americano bastante crítico com relação a esse ponto.

Gostaria de ouvir os teus comentários a respeito das críticas que ele coloca:

http://endeavor.isat.com.br/info.asp?Palestra_ID=274

Como comercializar a tecnologia produzida no Brasil
7/3/2007

Palestrante(s): Robert Sherwood,

Sinopse: O primeiro Workshop Endeavor de 2007 foi idealizado para quem desenvolve novas tecnologias e quer saber mais como pode comercializá-las, tanto no Brasil como no exterior.

Neste workshop, Robert Sherwood, especialista em sistemas de propriedade intelectual de países em desenvolvimento, responderá a diversas questões como: quando, onde e como buscar a proteção por patentes; como e onde achar investimentos de capital privado; como fazer negócios. Além disso, descreverá e avaliará os elementos do sistema de propriedade intelectual relacionados ao comércio, enfatizando a importância de proteção de segredos industriais.