Elaboramos uma apresentação para discussão do "Open Innovation", que é o tema do nosso seminário no dia 16 de junho. Esta apresentação, visa apresentar os conceitos básicos de Open Innovation e dar uma visão geral do cenário brasileiro de inovação, através de dados atualizados. Nós proferimos esta palestra no PECE/USP no dia 7 de maio, sob patrocínio do curso de MBA de Gestão e Engenharia de Produtos, que é coordenado pelo Prof. Dr. Paulo Carlos Kaminski, da Engenharia Mecânica da Poli/USP.
Os slides de nossa apresentação podem ser vistos a seguir:
Nosso intuito com este material é iniciar a discussão sobre a aplicabilidade de modelos abertos de negócios na gestão de P&D de empresas brasileiras, para deixar o assunto "quente" para a vinda de Henry Chesbrough.
As inscrições para o seminário estão abertas e podem ser feitas no site http://www.openinnovationseminar.com.br/

7 comentários:
Sobre a palestra na Poli-USP, gostaria de deixar registrada algumas das boas perguntas feitas pelo bastante qualificado público:
1) Como aplicar o Open Innovation no país se as empresas ainda possuem pouca estrutura de P&D? Isso não seria um fator impeditivo?
2) Como trabalhar a parceria com as universidades se existe uma distância muito grande entre o que as empresas precisam e o que as universidades fazem de pesquisa (ainda que aplicada)?
3) Vale a pena inovar no país onde a proteção sobre a propriedade intelectual é ainda muito frágil? Nesse cenário de insegurança, como criar um mercado secundário de inovação via patentes no Brasil?
Alguém arrisca responder?
Bruno Rondani
Excelentes questões!
Com relação à primeira pergunta, é importante deixar claro que Open Innovation não é sinônimo de "terceirização de P&D". Isso quer dizer que, para que uma empresa tenha condições de absorver o conhecimento que é gerado fora dela são necessárias competências mínimas internamente. Assim, uma empresa que não tenha uma estrutura de P&D mínima, com pessoal com a capacitação técnica adequada didicilmente conseguirá extrair valor do Open Innovation. Feita essa introdução e finalmente respondendo à questão, acredito que o fato de muitas empresas brasileiras não terem um setor de P&D estruturado pode sim ser um fator impeditivo para a implementação deste modelo no setor produtivo brasileiro.
Com relação à segunda questão, tenho observado em minhas entrevistas com empresas brasileiras e européias que esta distãncia entre universidade e empresa não é exclusiva do Brasil. No entanto, não só essas empresas como tantas outras no mundo todo têm conseguido obter excelentes resultados junto a universidades. Acho que é uma questão de saber dosar a combinação entre o tipo de projeto, o perfil do parceiro, o prazo e o modelo de gestão. É nisso que venho trabalhando em minha tese e espero em breve apresentar uma proposta de como fazer isso no Brasil, contribuindo um pouco que seja para este desafio.
Finalmente, respondendo à terceira questão, acredito que vale sim muito à pena inovar no Brasil. Em primeiro lugar, a patente pode ser depositada fora do Brasil, onde o processo é mais rápido e eficiente, o que já garante não total, mas um grande proteção à empresa. Isso é ainda mais válido para empresas que atuam no mercado internacional, número que vem crescendo bastante no país. Em segundo lugar, hoje há pessoas no INPI empenhadas em melhorar esta situação e acredito que em breve teremos bons resultados. Além disso, nada melhor que a crescente demanda por patentes para impulsionar o investimento no fortalecimento do INPI. Finalmente, há outros meios de se proteger o conhecimento, como segredo industrial e direitos autorais, os quais podem ser inclusive a melhor opção, dependendo do setor.
estou elaborando um post com a resposta da última pergunta.
Talvez a última pergunta tenha sido mal colocada pelo público pois discordo que a proteção legal no Brasil seja fraca mas apenas lenta e pouco esclarecida.
Cláudio, não é a primeira vez que alguém coloca essa questão em debates sobre inovação no Brasil. Talvez a palavra "frágil" não expresse bem o problema, mas a crítica comum que tenho ouvido é que o sistema brasileiro ofereçe pouca proteção se comparado aos de paises mais desenvolvidos.
Há uma palestra no site da Endeavor de um americano bastante crítico com relação a esse ponto.
Gostaria de ouvir os teus comentários a respeito das críticas que ele coloca:
http://endeavor.isat.com.br/info.asp?Palestra_ID=274
Como comercializar a tecnologia produzida no Brasil
7/3/2007
Palestrante(s): Robert Sherwood,
Sinopse: O primeiro Workshop Endeavor de 2007 foi idealizado para quem desenvolve novas tecnologias e quer saber mais como pode comercializá-las, tanto no Brasil como no exterior.
Neste workshop, Robert Sherwood, especialista em sistemas de propriedade intelectual de países em desenvolvimento, responderá a diversas questões como: quando, onde e como buscar a proteção por patentes; como e onde achar investimentos de capital privado; como fazer negócios. Além disso, descreverá e avaliará os elementos do sistema de propriedade intelectual relacionados ao comércio, enfatizando a importância de proteção de segredos industriais.
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