Iniciando agora o debate sobre o "Open Innovation e o Sistema Nacional de Inovação". Visando aumentar a competitividade da indústria nacional, as políticas públicas têm focado cada vez mais na criação de mecanismos de incentivo e fomento à inovação. Exemplos desse esforço são: a recente criação da Lei de Inovação e da Lei do Bem, a multiplicação de programas de fomento e financiamento a projetos de inovação a partir de agências federais e estaduais, o incentivo à criação de parques tecnológicos e incentivos fiscais pelos municípios e a criação de núcleos de inovação tecnológica, incubadoras de empresas e escritórios de transferência de tecnologia nas universidades públicas. Observa-se nesses programas uma tendência coerente com o modelo de Open Innovation. Entretanto, faz-se necessário um aprofundamento do debate sobre a aplicabilidade dos conceitos do Open Innovation na formulação dessas políticas públicas.
Para debater como como o modelo de Open Innovation pode contribuir para a criação de programas públicos de incentivo e fomento à inovação, Rodrigo da Rocha Loures, presidente do Conselho Temático (CNI) e presidente da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), Roberto Nicolsky, diretor Geral da PROTEC, doutor em Física pela Universidade do Rio de Janeiro e atualmente professor adjunto da UFRJ, Maria Ângela do Rêgo Barros, presidente da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (ANPEI) e gerente de Suporte Estratégico da Motorola Industrial e Instituto de Pesquisas Eldorado,Reginaldo Braga Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), entidade responsável pela articulação, promoção e execução da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior do País.
Para debater como como o modelo de Open Innovation pode contribuir para a criação de programas públicos de incentivo e fomento à inovação, Rodrigo da Rocha Loures, presidente do Conselho Temático (CNI) e presidente da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), Roberto Nicolsky, diretor Geral da PROTEC, doutor em Física pela Universidade do Rio de Janeiro e atualmente professor adjunto da UFRJ, Maria Ângela do Rêgo Barros, presidente da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (ANPEI) e gerente de Suporte Estratégico da Motorola Industrial e Instituto de Pesquisas Eldorado,Reginaldo Braga Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), entidade responsável pela articulação, promoção e execução da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior do País.
1 comentários:
Na mesa sobre OI e o Sistema Nacional de Inovação uma questão bem colocada foi o papel do Estado no Open Innovation.
Para Chesbrough o governo poderia dar mais autonomia as Universidades, que teriam mais liberdade para experimentação. Adicionalmente o Governo deve ser o principal provedor de funding para a pesquisa básica.
Roberto Nicolsky propõe que o Governo universalize a oferta de crédito.Segundo ele leis como a Lei do Bem favorecem apenas as empresas que já inovam.
Em relação à questão burocrática, que seria um desincentivo a inovação, houve divergência entre as opiniões da platéia e dos palestrantes.
Existiria mesmo excesso de burocracia no Brasil? O Estado deve ser mínimo? Segundo João furtado nos EUA também existem muitas exigências burocráticas para obtenção de crédito público e mesmo assim os recursos fluem.
Jorge Ávila afirma que, no caso das patentes a burocracia brasileira seria igual ou até menor que a de outros países e que isso decorre da complexidade inerente às questões de Propriedade Intelectual. Ele argumenta que deve ser muito melhor optar pela qualidade do que pela rapidez.
Maria Ângela Barros apontou os avanços nos instrumentos legais, como a Lei de Informática e a Lei da Inovação.
Rodrigo da Rocha Loures acredita que o Governo deve "abrir espaço" e colaborar através de compras públicas. Também apontou o incentivo fiscal como uma forma para manter o posicionamento das empresas.
Deixando de lado as opiniões sobre a atuação do Estado, o fato concreto é que houve, no período recente, uma rápida expansão dos mecanismos e programas voltados especificamente ao financiamento da inovação tecnológica nas empresas. Os últimos dois anos foram marcados por chamadas públicas de subvenção à inovação, ao pesquisador na empresa e fóruns de venture capital. Os desembolsos do BNDES somaram em 2007 R$ 64,9 bilhões, valor 24% superior ao montante liberado em 2006. A atuação do Estado hoje é sem dúvida mais importante que àquela verificada na década de 1990, como bem ressaltou Eduardo Costa. O volume de recursos disponíveis hoje é extremamente significativo e o lançamento do PRIME só vem consolidar essa nova fase.
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