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quinta-feira, 24 de abril de 2008
Henry Chesbrough
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Sobre a guerra dos padrões
Shapiro e Varian, no livro A Economia da Informação, esclarecem sem muito lero-lero que o futuro do mercado e a sobrevivência das empresas dependem dos padrões adotados - o que eles denominaram no seu trabalho como guerra dos padrões, ou seja, quando duas tecnologias novas e incompatíveis lutam para tornar-se um padrão de fato, dizemos que elas estão engajadas em uma guerra de padrões
É óbvio que não pretendo aqui denunciar “casos isolados”, mas é bem difundida a história das bitolas das estradas de ferro no final do século XIX. Dependendo da largura da bitola adotada você beneficiaria determinadas redes em detrimento de outras e prejudicaria fabricantes que faziam vagões para a bitola que não fosse considerada “fora do padrão”. Outro exemplo bastante conhecido é o da rádio AM estéreo. Seu fracasso em conquistar popularidade na década de 80 resultou de uma guerra entre revoluções rivais QUE NÃO DEIXOU VENCEDORES. Quem não conhece a história, prometo contar no próximo post.
Nesse sentido, padrões não são neutros. Sua definição pode permitir a ampliação da competição ou pode reforçar os monopólios, pode ajudar a reduzir as barreiras de entrada no mercado ou aumentá-las, pode incentivar ou bloquear o ritmo das inovações e invenções. Todavia, padrões fechados são anti-concorrenciais e tendem a elevar os custos econômicos para os seus consumidores.
O economistas Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia em 2001, e Jason Furman, professor de Economia da Yale University, escreveram no final de 2002, um texto advogando que o monopólio diminui o ritmo das inovações de quatro maneiras. Seguem as considerações:
1)A primeira é a do aumento dos custos da inovação, causada pelo poder monopolista, uma vez que a principal matéria-prima das inovações são os conhecimentos sobre as inovações anteriores, o monopólio consegue bloquear o livre fluxo dos saberes. “E quando se aumenta o custo de um insumo numa atividade, o nível desta atividade cai.”
2)A segunda está ligada as barreiras de entrada em um campo de negócios. Com a sua elevação os incentivos para inovar diminuem. Além disso, os economistas perceberam que em casos extremos, “se um monopólio se assegurar de que não há ameaça de competição, ele não investirá em inovações.”
3)A terceira maneira está vinculada a idéia de que o monopólio busca impedir a interoperabilidade real de seus produtos com outros possíveis concorrentes. Assim, sua tendência é a de tentar matar toda a inovação fora do seu controle e que seja considerada perigosa a manutenção de seu monopólio.
4)A quarta se relaciona com os incentivos que um monopólio tem para inovar. “Como o monopolista produz menos que o socialmente ótimo, as economias com uma redução no custo de produção são menores do que num mercado competitivo. Também os incentivos para um monopolista patrocinar pesquisas não as levarão ao nível socialmente eficiente. Preferencialmente sua preocupação é inovar apenas no ritmo necessário para afastar a competição, um ritmo marcadamente menor que o socialmente ótimo.”
Por essas razões, se pudermos optar entre um padrão aberto e fechado, devemos obviamente escolher o padrão que melhor garanta a concorrência e a competição. Padrões compostos de elementos patenteados e controlados por um único fornecedor beneficiam quem? Não sei. Quem se beneficia de padrões abertos? Fácil.Os consumidores que poderão ter vários fornecedores competindo. Sabemos que quando existe a competição, os preços tendem a ser menores e a qualidade maior. Stiglitz e Furman afirmam que a monopolização não ameaça os consumidores apenas pelo aumento dos preços e pela redução da produção, mas também reduz a inovação no longo prazo. Não tenho dúvidas de que eles têm razão.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
International Speakers
No Leigh Bureau, vale conferir algumas apresentações em vídeo do professor Henry Chesbrough. O autor de Open Innovation e Open Business Models, estará em São Paulo dia 16 de junho participando do Open Innovation Seminar 2008.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Inovação Competitiva - Gestão de processo de inovação
- Criação de um ambiente de incentivo à inovação
- Otimização das etapas do processo de inovação através de técnicas e metodologias
- Avaliação do potencial inovador nas organizações
- Implementação de idéias inovadoras de natureza incremental ou radical
- Ferramentas para aumentar a eficácia e mitigar o alto risco inerente aos processos de inovação
- Definição de indicadores para medir a eficiência da transformação de idéias em produtos ou serviços
- Relacionamento com fornecedores e clientes para o desenvolvimento de projetos inovadores
terça-feira, 15 de abril de 2008
Caso 3G - Demanda versus capacidade instalada
A matéria sobre a velocidade dos serviços 3G publicada na última semana no IDG Now!, suscitou uma série de comentários de leitores criticando os serviços de terceira geração da operadora Claro, que respondeu às críticas reconhecendo que a demanda pelo serviço foi maior que a esperada e afirmando que está trabalhando para ampliar a rede.
Muitos leitores afirmaram que a operadora não estaria dando conta do volume de usuários do serviço. Respondendo às reclamações dos leitores, a operadora reconheceu a falha no dimensionamento dos serviços. “O sucesso da oferta do serviço 3G banda larga foi muito maior que o esperado e agora estamos trabalhando fortemente na ampliação de rede para adequar a demanda do serviço à capacidade instalada”, disse a empresa em e-mail enviado ao IDG Now!
O exemplo da Claro levanta muitas questões:
1) É estranho uma empresa admitir que não esperava tanta demanda para justificar a falha no dimensionamento dos serviços. Quer dizer, então, que a qualidade dos serviços 3G é proporcional a sua procura? Isso é estratégia?sexta-feira, 11 de abril de 2008
Open Innovation Seminar traz Henry Chesbrough ao Brasil
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Na Mesa 2, o foco será a relação entre o Open Innovation e o Sistema Nacional de Inovação. João Furtado, Doutor em Sciences Économiques - Universite de Paris XIII (Paris-Nord), com especialização sobre "Estratégias e Políticas Industriais e Tecnológicas" na CEPAL/ONU (Santiago do Chile) vai moderar a discussão. Furtado é mestre em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas, coordenador do Observatório de Estratégias para a Inovação. e editor-Executivo da Revista Brasileira de Inovação.
Na mesa 3, serão demonstradas oportunidades de empreendorismo que podem evoluir através do Open Innovation. Tales Andreassi, convidado para moderar a mesa, é doutor em Administração pela Universidade de São Paulo e mestre em Science And Technology Policy Studies pelo SPRU, Sussex University. Atualmente é Professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Coordenador Adjunto do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV de São Paulo, Professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing e Consultor da Anpei - Associação Nacional de P&D das Empresas Inovadoras.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
The secret history of silicon valley
terça-feira, 8 de abril de 2008
Estratégia
É a primeira vez que a Google fecha um acordo desse tipo com uma empresa de mídia.
A parceria do The New York Times com a Facebook também está gerando bons frutos.Essa integração do NYTimes com a Facebook foge da tradicional estratégia de simplesmente montar uma comunidade do jornal dentro da rede social, ou como acontece no Limão, de montar uma rede social baseada no jornal.
Essa interação que está dando certo acontece por duas vias. Uma por meio da publicações de jogos - newsgames e testes online - dentro da rede social. A outra é por meio da criação de perfis e páginas dedicadas a cada jornalista, onde você pode seguir e se “tornar fã” de cada um.O site do jornal ganhou um aumento no tráfego vindo da Facebook, a comunidade do NYTimes já conta com 12 mil pessoas e o conteúdo do jornal está conseguindo uma boa distribuição dentro da rede social.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Conferência Anpei de Inovação Tecnológica
**A Conferência terá início na manhã de 19 de maio, com o mini-curso “Introdução à inovação”. À tarde, ocorrem duas palestras magnas – uma internacional e outra nacional –, seguidas de um amplo painel sobre o sistema brasileiro de inovação. Os trabalhos do dia serão encerrados com a apresentação do Sistema Mineiro de Inovação.
O segundo dia (20/05) começará com um painel sobre os resultados dos trabalhos dos Comitês Temáticos da Anpei. Os temas estudados por esses comitês são “Atratividade para o Brasil de centros de P&D mundiais”, “Recursos humanos em P,D&I”, “Inovação nas PMEs”, “Indicadores de P&D” e “Operacionalização das relações universidade-empresa”. Na seqüencia, empresas compartilharão suas experiências no uso dos instrumentos de fomento à inovação, entre elas Embraer, Bosch, Natura e Braskem.
Ainda no segundo dia, o coordenador do Grupo de Estudos em Empresas e Inovação da Unicamp, professor Ruy Quadros, ministrará a palestra conceitual “Estruturando e Gerindo Atividades de P&D nas Empresas”. Na sessão seguinte serão apresentados casos de sucesso de inovação de pequenas, médias e grandes empresas.
