quinta-feira, 29 de maio de 2008

Open Innovation e as Oportunidades de Empreendedorismo Tecnológico

O Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcepe) e o Fórum de Inovação da FGV-EAESP convidam para a palestra:

Open Innovation e as Oportunidades de Empreendedorismo Tecnológico

Data: 05 de junho de 2008
Horário: de 19h às 21h
Local: FGV-EAESP.
Av. 9 de julho, 2029 ou R. Itapeva, 432

A aceleração na dinâmica dos mercados leva as grandes empresas a buscar inovações radicais para criar novas bases de crescimento. Entretanto, sua estrutura operacional está geralmente voltada à inovação incremental e dificulta a exploração de alternativas estratégicas divergentes. Empresas nascentes inovadoras são alternativas viáveis e, talvez, mais apropriadas para esse fim, pois são criadas e recebem investimentos com expectativas de crescimento acelerado e não sofrem da mesma burocracia que atinge as grandes firmas. Por serem flexíveis e estarem mais aptas a captar os sinais do mercado, são capazes de iniciar as operações em baixos mercados. Apesar disso, sofrem desvantagens de posicionamento, já que não possuem cadeia de suprimentos estruturada, infra-estrutura, marca forte e credibilidade, características das grandes companhias. O objetivo da palestra é discutir o impacto do empreendedorismo de base tecnológica na estratégia empresarial de grandes corporações e a forma como empreendedores podem contribuir aos programas de inovação de grandes empresas.

Palestrantes:

Bruno Rondani é mestre e graduado em engenharia elétrica pela Unicamp, com extensão universitária na Michigan State University. É pós-graduado em administração de empresas pela FGV-EAESP e doutorando em Estratégia Empresarial pela FGV-EAESP. É professor da Faculdade de Engenharia do Centro Universitário Fundação Santo André e possui experiência em gestão de projetos de pesquisa e desenvolvimento, implementação de processos de inovação e planejamento estratégico voltado à inovação. Atua como consultor na área de negócios, é fundador e dirigente da Allagi Consultoria.

André Saito é Ph. D. em ciências do conhecimento pelo Japan Advanced Institute of Science and Technology (JAIST), mestre em administração de empresas pela FGV-EAESP, especialista em empreendedorismo tecnológico pela University of British Columbia, e engenheiro eletric ista pela UNICAMP. É vice-coordenador acadêmico do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da FGV-EAESP, coordenador da pós-graduação em gestão de pessoas do Senac Nove de Julho, e professor nas áreas de inovação, gestão do conhecimento e aprendizagem organizacional.

Evento gratuito. Vagas limitadas. Faça sua inscrição até 04/06/2008, 12:00h através de camila.moraes@fgv.br

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Um convite ao pensamento

Caros amigos,

Dando continuidade à discussão do open, lanço aqui mais um convite ao pensamento. No dia 06 de junho, às 19h, na FIA, Bruno Rondani abordará como o Open Innovation pode ser aplicado pelas empresas estabelecidas no Brasil e como isso já vem sendo feito por algumas empresas. Acompanhe a ementa da palestra:

O cenário para inovar está cada vez mais propicio no país com a criação da Lei de Inovação e da Lei do Bem, a multiplicação de programas de fomento e financiamento a projetos de inovação a partir de agências federais e estaduais, o incentivo à criação de parques tecnológicos e incentivos fiscais pelos municípios e a criação de núcleos de inovação tecnológica, incubadoras de empresas e escritórios de transferência de tecnologia nas universidades públicas. Nesse sentido, mecanismos de financiamento e incentivos fiscais à inovação configuram-se como o melhor caminho para a expansão do alcance e da capacidade de geração de novas idéias e tecnologias através do open innovation.

*O conceito de inovação aberta propõe que as empresas não se limitem a utilizar apenas seus recursos internos como fontes de inovação, mas se aproveitem também de suas relações com agentes externos, através da criação de redes de cooperação com esses parceiros. Serão apresentados relatos de casos de sucesso, nos quais os mecanismos de financiamento e incentivos fiscais à inovação permitiram que as empresas adotassem esse novo modelo no país, desenvolvendo produtos de sucesso.

Palestra: Open Innovation
Data: 06/06/2008
Local: FIA
Inscreva-se!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Legalidade na Ilegalidade?

A proteção de software é uma polêmica só. Vejam abaixo.
O pior é que a reportagem leva o assunto a sério! Já eu acho que é gozação (na verdade, devo estar equivocado...).

***

Criadores de vírus cobram direitos autorais

Os criadores de malware encontraram uma nova maneira de fazer dinheiro. Agora, além de vender produtos para crimes como roubo de senhas, eles incluem contratos de copyright nos vírus comercializados.

Segundo o Terra Chile, a empresa de segurança Symantec detectou em programas maliciosos algumas normas que estabelecem limites ao comprador que pretende obter vantagens econômicas com o uso dos vírus.
Os direitos de autor fixados pelos cibercriminosos incluem a proibição de acessar o código fonte do vírus sem permissão de seu criador, e impõem a necessidade de licença para que os programas maliciosos sejam distribuídos. É muito difícil, no entanto, que os criadores de malware tenham controle sobre essas imposições, já que tudo é feito na clandestinidade.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Para Jay Paap, o importante é como você encara a inovação

Diretamente do blog Tecneira, por Rafael Barifouse

“Ser inovador não depende muito de conhecimento, de dinheiro ou do tamanho do mercado em que se está”, disse o consultor americano Jay Paap na palestra de abertura da 8a Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, realizada ontem em Belo Horizonte. “A peça-chave é como você encara a inovação”.

O que o consultor costuma ouvir mais de seus clientes é que eles não precisam inovar, pois são líderes em suas áreas e há tempos ganham dinheiro com o modo como operam. Mas o que eles faziam antes não serve mais para um mundo global e supercompetitivo como o de hoje. A concorrência não está só em outras empresas de uma indústria, mas em todos que oferecem um produto ou serviço com o qual o cliente de uma companhia pode gastar o dinheiro que daria a ela. “Ser global é ter sempre alguém de olho no seu mercado”, afirmou Paap. “Se você não prestar atenção às necessidades de seus clientes, alguém vai fazer isso por você”.

Um obstáculo para isso costuma ser o medo. Inovar é visto como um processo penoso e caro demais. O consultor reconhece que ter um departamento de pesquisa e desenvolvimento próprio ajuda uma empresa, mas este não é o único meio de inovar. Ele usa uma fabricante de pisos do Equador com que trabalhou para ilustrar seu ponto de vista. Em uma viagem à Itália, um executivo da companhia descobriu um novo tipo de piso e novos usos para este tipo de produto. Voltou cheio de idéias para casa, buscou a tecnologia e transformou-a em mercadoria. Como resultado, a empresa de pisos que fazia e ganhava mais ou menos o mesmo que todas as outras do mercado se tornou uma das mais inovadoras e bem sucedidas do país. “Inovação é conectar uma necessidade a uma tecnologia, como fazem tantos garotos de universidades”, disse Paap, em referência à corrente de pensamento defendida pelo MIT (Massachussets Institute of Technology), no qual estudou e ensina.”Não se precisa de muito dinheiro, mas de criatividade”.

RISCOS

O medo dos executivos atendidos por Paap ainda esbarra em outra barreira: riscos. Segundo ele, uma forma de minimizar possíveis prejuízos é fazer parcerias com outras empresas. Também ajuda ter uma equipe técnica apaixonada pelo que faz, mas sem relegar a eles questões estratégicas, como o tipo de tecnologia a ser empregada em um processo. “Pessoas apaixonadas tomam decisões ruins”, disse ele. O ideal é ter de duas a três idéias pinoeiras e promissoras em andamento e esperar que uma delas dê certo. Levar à frente projetos que não encontram normalmente apoio também é fundamental. “Se você não investe sem saber se vai dar certo, você nunca será inovador”, afirmou Paap. Se o resultado de uma pesquisa não se aplicar a área de negócios de uma companhia, é sempre possível licensiar a nova tecnologia, serviço ou produto. Ou talvez isso agregue valor a outras pontas soltas de sua área de pesquisa.

O que Paap mais condena é ater-se a um plano e esperar que ele saia como previsto. Se há riscos, há possibilidade erros. Um bom gestor é aquele que premia em vez de demitir um pesquisador que assumiu estes riscos e falhou. É o que ele chama de executivo-executor, o profissional capaz de executar uma idéia até implementá-la ou de acabar com um projeto sem futuro. Com este aprendizado em mente, segundo Paap, cabe avaliar se vale a pena continuar ou não: “Inovação não é uma partida de futebol: vencer não é tudo”.

Equilíbrios pontuados


Os parágrafos a seguir sintetizam parte das idéias de Yochai Benkler, professor da Escola de Direito de Harvard e co-diretor do Centro Berkman para Internet e Sociedade – organização sem fins lucrativos, ligada à Harvard, cuja missão é explorar e entender o ciberespaço, sua dinâmica de desenvolvimento, normas, padrões, e suas relações com as leis e sanções.Benkler é autor de The Wealth of Networks, lançado em 2006, ainda sem tradução para o português.
Este livro, que foi premiado por diversas instituições americanas, analisa o que o autor chama de “produção social", um modelo propiciado pela internet. Diz Benkler:

"A produção social desenvolve-se de forma alheia a mercados e hierarquias, que são a base dos métodos produtivos praticados tradicionalmente". Segundo Yochai Benkler, essa produção social é capaz de gerar riqueza nesse novo modelo econômico, baseado em uma rede interconectada da informação, em que a produção pode ser feita de forma não coordenada e com a participação do consumidor na produção e co-criação de produtos e serviços.

Seguem algumas considerações sobre o capítulo 1.

Apenas recentemente nós começamos a ver um jogo político sobre a política de informação e “propriedade intelectual”. Este contramovimento político está ligado a características bastante básicas da tecnologia de comunicação em rede e a práticas crescentes de compartilhamento – algumas, como o compartilhamento de arquivos peer-to-peer, em oposição direta a pleitos proprietários; outros, crescentemente, são instâncias de práticas emergentes de fazer informação em modelos não proprietários e de indivíduos compartilhando o que eles próprios fizerem socialmente, ao invés de padrões de mercado. Essas forças econômicas e sociais estão empurrando uma à outra em direções opostas, e cada uma está tentando moldar o ordenamento jurídico para melhor acomodar seus requisitos. Uma rica literatura em Direito se desenvolveu em resposta a este crescente fechamento nos últimos anos. Segundo Benkler, ela alcançou a sua maior expressão nos argumentos do professor Lawrence Lessig, fundador do Creative Commons. Seu último livro "The Future of Ideas" já está disponível na rede desde janeiro.Agora, todos os quatro livros publicados por Lessig estão disponíveis em licenças Creative Commons.
A organização social e econômica não é infinitamente maleável. Tampouco é sempre aberta a um projeto afirmativo. As práticas de interação humana, como produção de informação, conhecimento e cultura, são conseqüências de um efeito entre práticas sociais, organização econômica, capacidades tecnológicas e limitações formais no comportamento por meio de leis e instituições formais similares. Durante períodos de estabilidade, estes componentes estruturais dentro dos quais seres humanos vivem estão na maior parte alinhados e se validam mutuamente, mas a estabilidade está sujeita a choque em qualquer dessas dimensões.
Algumas vezes o choque vem em forma de uma crise econômica, como nos Estados Unidos durante a Grande Depressão. Frequentemente ele pode vir de uma ameaça física externa a instituições sociais, como uma guerra. Algumas vezes pode vir da tecnologia, como, por exemplo, a introdução da imprensa mecânica de alta capacidade que introduziu a era da mídia de massa. Em cada caso, o período de crise ofereceu mais oportunidades e maiores riscos do que períodos de relativa estabilidade.

Pegando emprestado o termo de teoria evolucionária usado por Stephen Jay Gould, sociedades humanas existem em uma série de equilíbrios pontuados. Os períodos de desequilíbrio não são necessariamente longos. Meros vinte e cinco anos se passaram entre a invenção do rádio e a sua adaptação ao modelo da mídia de massa. Um período similar se passou entre a introdução do telefone e a sua adoção da forma de monopólio utilitário que permitiu apenas comunicações limitadas. Em cada um destes períodos, muitos caminhos poderiam ter sido seguidos. O rádio nos mostrou mesmo dentro do século passado como, em algumas sociedades, caminhos diferentes foram seguidos e depois sustentados através de décadas. Após um período de instabilidade, porém, os vários elementos de limitação do comportamento humano e das capacidades se estabelecem em um novo alinhamento estável. Durante períodos de estabilidades, nós podemos provavelmente esperar pouco mais do que retocar as arestas da condição humana (p.27)


segunda-feira, 19 de maio de 2008

Novo programa de subvenção investirá mais de R$ 1 bilhão em startups

Boas notícias para os empreendedores!


Hoje, na VIII conferência da ANPEI em Belo Horizonte, o Diretor de Inovação da FINEP, Eduardo Costa, anunciou que nas próximas semanas a FINEP lançará em conjunto com a ANPROTEC, um novo edital com os recursos do programa de subvenção econômica.


Segundo Eduardo Costa, este novo programa terá um orçamento de mais de R$1 bilhão e será voltado para as incubadoras e empresas nascentes.

Essa preocupação do governo em investir em startups mostra que um dos principais fatores de erosão que sustentam a mudança de cenário em direção à inovação aberta, destacado por Chesbrough nos EUA, também está presente no Brasil.

O governo parece estar fazendo a sua parte. E agora, empreendedor? Tem bons projetos?
E as grandes empresas? Devem ver isso como oportunidade ou ameaça?

Com tal volume de recursos voltados para as startups, as grandes empresas devem no mínimo começar a pensar em como se aproveitar desse movimento e incluí-lo em sua estratégia de gestão da inovação.

Essa medida do governo com certeza fomentará mais a discussão sobre os temas do empreendedorismo e o modelo de inovação aberta. Esse assunto será discutido no terceiro painel de debate do Open Innovation Seminar 2008.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Alterações na Lei do Bem - Depreciação Acelerada

A Medida Provisória 428 publicada hoje pelo presidente trouxe uma alteração significativa para a Lei 11.196/06 (Lei do Bem)

O benefício de depreciação acelerada foi alterado para uma depreciação integral, no próprio ano de aquisição dos equipamentos.

Redação antiga:

III - depreciação acelerada, calculada pela aplicação da taxa de depreciação usualmente admitida, multiplicada por 2 (dois), sem prejuízo da depreciação normal das máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, novos, destinados à utilização nas atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, para efeito de apuração do IRPJ;

Nova redação:

III - depreciação integral, no próprio ano da aquisição, de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, novos, destinados à utilização nas atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, para efeito de apuração do IRPJ;

Este novo benefício pode aumentar significativamente os ganhos das empresas que adquirem muitos equipamentos para seus projetos de inovação tecnológica.

Alterações na Lei do Bem - Lei de Informática

O presidente Lula publicou hoje a Medida Provisória nº 428 que, entre outras coisas (das quais falarei mais no próximo post), altera o criticado artigo 26 da Lei 11.196/06 (Lei do Bem) que proibia o uso dos incentivos fiscais à inovação tecnológica concedidos pela referida lei pelas empresas que já se utilizam dos benefícios da Lei de Informática.

Entretanto, a alteração não liberou completamente as empresas da Lei de Informática para os benefícios.

A modificação estipula que, para as atividades de informática e automação destas empresas, apenas o benefício da exclusão de 160% a 180% dos dispêndios com inovação da base de cálculo do IR e CSLL poderá ser utilizado.

Já para as atividades não relacionadas à informática e automação, a empresa pode usar todos os outros benefícios da Lei do Bem: depreciação e amortização acelerada, IPI reduzido, crédito do IRRF, redução à zero do IRRF.

Apesar de ser um avanço, a medida provisória não veio a esclarecer a posição de algumas empresas fornecedoras de equipamentos, beneficiárias da Lei de Informática, de não conceder a redução de 50% do IPI solicitadas pelas empresas compradoras que aplicam a Lei do Bem.
A medida provisória também traz outros desafios: as empresas beneficiárias da Lei de Informática que decidam por aplicar os incentivos da Lei do Bem autorizados pela MP428 deverão preparar controles e processos adequados para identificar corretamente quais dispêndios são de atividades de informática e automação e quais não são, visto que a nova legislação traz incentivos diferenciados para cada uma delas.

A redação final do Art. 26 ficou assim:

Art. 26. O disposto neste Capítulo não se aplica às pessoas jurídicas que utilizarem os benefícios de que tratam as Leis nos 8.248, de 23 de outubro de 1991, 8.387, de 30 de dezembro de 1991, e 10.176, de 11 de janeiro de 2001, observado o art. 27 desta Lei.

§ 1o A pessoa jurídica de que trata o caput, relativamente às atividades de informática e automação, poderá deduzir, para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL o valor correspondente a até cento e sessenta por cento dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.

§ 2o A dedução de que trata o § 1o poderá chegar a até cento e oitenta por cento dos dispêndios em função do número de empregados pesquisadores contratados pela pessoa jurídica, na forma a ser definida em regulamento.

§ 3o A partir do período de apuração em que ocorrer a dedução de que trata o § 1o deste artigo, o valor da depreciação ou amortização relativo aos dispêndios, conforme o caso, registrado na escrituração comercial deverá ser adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real.

§ 4o A pessoa jurídica de que trata caput, que exercer outras atividades além daquelas que geraram os benefícios ali referidos, poderá usufruir, em relação a essas atividades, os benefícios de que trata este Capítulo.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Nova chamada Subvenção Econômica - Finep

Amanhã, 13 de maio, a Finep lançará a chamada 2008 de Subvenção Econômica. Nesta terceira edição do edital, assim como em 2007, estarão disponíveis R$ 450 milhões de recursos não-reembolsáveis para as empresas, sendo que no mínimo 40% serão destinados a pequenas empresas.

As áreas apoiadas serão: Tecnologias da Informação e Comunicação; Biotecnologia; Saúde; Programas Estratégicos; Energia e Desenvolvimento Social.

Em relação ao edital do ano passado, houve um aumento do valor mínimo de cada projeto, que agora será de R$ 1 milhão.

A boa notícia para as pequenas empresas é que a contrapartida exigida será menor do que em 2007, estando agora entre 5% e 20% do valor total do projeto, e não mais 25%.

Agora, as más notícias: parece que assim como no ano passado, a característica do edital mais criticada pelas empresas foi repetida: todos projetos submetidos deverão se encaixar dentro dos temas detalhados especificados pela Finep, não havendo temas gerais mais amplos.

Acreditamos que este ponto ainda possa ser corrijido nos próximos editais, visto que a definição de temas muito específicos deixa de fora muitos projetos inovadores com grande potencial.

Deixemos as empresas orientarem os temas. Afinal, são elas os motores de inovação e elas é que sabem onde devem investir.

Talvez a falta de consenso interno na Finep para qualificar um projeto como “inovador” os tenha levado a criar uma “pré-filtragem” que facilite a vida dos avaliadores.

De qualquer forma, nossa função não é criticar. Como dizia William George Ward: "O pessimista se queixa do vento. O otimista espera que ele mude. O realista ajusta as velas."

Ajustemos, pois, as velas, e saibamos aproveitar dos incentivos disponíveis para viabilizar a inovação!


O edital completo da Finep, assim como os temas específicos, serão divulgados nesta terça-feira no site http://www.finep.gov.br/

Open Innovation e o Cenário Brasileiro - Criação de Programas de Inovação

Elaboramos uma apresentação para discussão do "Open Innovation", que é o tema do nosso seminário no dia 16 de junho. Esta apresentação, visa apresentar os conceitos básicos de Open Innovation e dar uma visão geral do cenário brasileiro de inovação, através de dados atualizados. Nós proferimos esta palestra no PECE/USP no dia 7 de maio, sob patrocínio do curso de MBA de Gestão e Engenharia de Produtos, que é coordenado pelo Prof. Dr. Paulo Carlos Kaminski, da Engenharia Mecânica da Poli/USP.

Os slides de nossa apresentação podem ser vistos a seguir:



Nosso intuito com este material é iniciar a discussão sobre a aplicabilidade de modelos abertos de negócios na gestão de P&D de empresas brasileiras, para deixar o assunto "quente" para a vinda de Henry Chesbrough.

As inscrições para o seminário estão abertas e podem ser feitas no site http://www.openinnovationseminar.com.br/

Palestra Open Innovation - Allagi e PECE



Na última quarta-feira,
o Programa de Educação Continuada da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – PECE, recebeu os fundadores da Allagi Consultoria, Bruno Rondani e Fabiano Armellini, que apresentaram a palestra Open Innovation para um público de 100 pessoas.

Os palestrantes apresentaram conceitos e experimentações do que seria um novo modelo de geração de inovação, o modelo de inovação aberta.Em suma, o modelo identifica que organizações e empresas que quiserem obter os maiores ganhos possíveis na utilização do conhecimento como fonte para a inovação têm de adotar uma postura de relacionamento, de interação, de abertura .

“É importante ressaltar que quando falamos na aplicação de um modelo aberto, não estamos tratando necessariamente da passagem de projetos oriundos dos institutos de pesquisa para as empresas. Estamos falando em adotar uma postura ativa na recepção e passagem de informações entre os pesquisadores, centros de pesquisa, núcleos de inovação tecnológica, universidades e outras entidades que estejam voltadas para a produção de conhecimento”, afirmou Rondani.

Segundo Armellini, a diminuição do ciclo de vida dos produtos aumenta os custos internos de desenvolvimento em uma empresa. Essa constatação aliada a mudanças no cenário corporativo mostram a vantagem da adoção de novos modelos de negócios, mais abertos, que aproveitem o ambiente interno e externo como fontes de inovação. Dessa maneira, as fontes externas de uma empresa, tais como parceiros, clientes, consultores e organizações de pesquisa, passam a ter maior importância.

**No dia 16 de junho, a Allagi Consultoria, com o apoio do PECE e demais parceiros, realiza o Open Innovation Seminar 2008, no World Trade Center, em São Paulo. Henry Chesbrough, diretor executivo do Center for Open Innovation da Universidade da Califórnia, em Berkeley, abordará os principais conceitos e aplicações do modelo. Mais informações no site do evento.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Para não financiar a "invenção da roda"

O presidente do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), Jorge de Paula Costa Ávila, defendeu que a concessão de recursos pelas Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) se baseiem também na busca de bancos de dados de propriedade intelectual. Ávila, que trabalhou na Finep antes de ir para o INPI, disse que provavelmente ele próprio já deve ter aprovado projetos que "financiam a invenção da roda".

Segundo ele, não é praxe nem na Finep e nem nas FAPs realizar uma busca de informações para saber se a inovação que se pretende financiar já foi ou não patenteada. "Nós temos o banco mundial, porque só se pode conceder patente por uma novidade mundial. A questão é como colocar esse banco de dados de uma maneira fácil para as consultas", diz.

Ele explica que hoje essas consultas podem ser feitas de duas formas: o INPI recebe a consulta e manda o resultado ou um técnico das FAPs ou da Finep faz a busca. O ideal seria essa última opção, já que o técnico teria condições de fazer buscas bem específicas. Neste caso, o INPI poderia ministrar cursos para treinamento desses técnicos.

Com informações do Jornal da Ciência

http://www.anpei.org.br/MostraNoticia.aspx?id=1903

PS: falando em FINEP é de conheimento o site http://www.venturecapital.gov.br/vcn/index.asp?

A Strategic Guide to the Network Economy

Dando continuidade ao post anterior, que trata especificamente a guerra de padrões, sigo comentando o texto de Shapiro e Varian. Afinal, o que é preciso para ganhar uma guerra de padrões? Os autores indicam sete ativos fundamentais:

1) controle sobre uma base instalada de usuários: o controle de uma base instalada pode ser utilizado para bloquear a fixação cooperativa de padrões e forçar uma guerra de padrões. É o caso da Microsoft, que tem uma ampla base de clientes leais ou aprisionados.

2) direitos de propriedade intelectual: para Shapiro e Varian, em geral, as patentes são mais fortes que os direitos autorais, mas os direitos autorais sobre o software de computador que possam ser usados para bloquear a compatibilidade podem ser muito valiosos.

3)capacidade para inovar: “se você tem um grupo de P&D de primeira, pode valer a pena fazer sacrifícios hoje se você acha que pode ultrapassar seus concorrentes no longo prazo; em geral é do interesse da HP comprometer-se com padrões, uma vez que ela pode ultrapassar a concorrência em termos de engenharia quando o padrão for definido”

4) vantagens de ser o primeiro a agir: o exemplo é o da Canon, que ao criar o mercado de impressoras pessoais a laser, continuou a dominar a fabricação de motores e impressoras a laser - em parte por explorar a curva de experiência para manter os custos mais baixos e a qualidade mais alta do que seus concorrentes

5) capacidade de fabricação: se você tem custos baixos como produtor, graças ou a economia de escala ou à competência industrial, você está em uma posição forte. Aqui os autores apontam Compaq e Dell como dois bons exemplos.

6) força em produtos complementares: “se você fabrica um produto que constitui um complemento significativo para o mercado em questão, você terá uma forte motivação para dar partida no movimento vitorioso. Isso também o coloca em uma posição de liderança natural, uma vez que a aceitação da tecnologia estimulará as vendas de outros produtos que você fabrica.

7) reputação e prestígio da marca: ambas têm valor especial nos mercados de redes


"Information Rules" é um livro que ainda faz muito sucesso, principalmente na área de economia da informação. Porém, mais importante que pontuar ativos é debater até que ponto a visão dos auores é válida.


Carl Shapiro: atual professor de estratégia na Haas School of Business da Universidade da Califórnia, em Berkeley e diretor do Institute of Business and Economic Research.

Hal R. Varian: atual reitor da School of Information Management and Systems da Universidade da Califórnia em Berkeley e professor especialista em microeconomia de Economia da Haas School of Business.

* Acesse nossa playlist e assista uma palestra de Hal Varian na sede do Google, na Califórnia.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Genesis of an Innovation

Gostaria de deixar registrado aqui uma figura muito interessante para quem trabalha em projetos de inovação. Encontrei em um artigo na The Economist (SURVEY: INNOVATION IN INDUSTRY, Industry gets religion, Feb 18th 1999):